Exames Laboratoriais

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Exames Laboratoriais

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Muitos ainda se apegam apenas aos valores de referência fornecidos pelos laboratórios para definir se seu exame está normal. O erro básico é classificar indivíduos diferentes como sendo iguais bioquimicamente.

É fácil entender que uma pessoa de 50kg é diferente de uma de 150kg, e mesmo assim os valores de referência são iguais para os dois!😱
Valor de referência é APENAS UMA REFERÊNCIA, sem INDIVIDUALIDADE, sendo que dentro dessa REFERÊNCIA podem existir pessoas doentes.

Por isso temos valores tão amplos (Testosterona : referência 200 a 900😱!).

Quem olha APENAS a “referência” e te diz que está tudo bem e que seus sintomas não tem justificativa, infelizmente pode estar se equivocando. Afinal ler a referência, qualquer um faz, e para isto não precisa de faculdade nenhuma! E além disso, ainda podemos ter resultados FALSOS POSITIVOS ou FALSOS NEGATIVOS!

A Clínica é soberana pessoal! O ser humano não se resume a valores de referência deste ou daquele exame. Devemos avaliá-lo como um todo, em conjunto com seus sintomas, história clínica, histórico familiar, exame físico, para aí sim, determinarmos o que está bom ou ruim.

Muitos exames se completam, portanto resultados isolados podem não tem valor algum!

Exame serve para ser INTERPRETADO, e não apenas para checar valor de referência, e esse é o alerta do post! Por isso a importância do profissional de saúde, do médico, cada um em sua especialidade, avaliar cada caso de forma individual. E mais importante ainda, jamais o paciente deve olhar seus próprios exames, e caso veja que tudo está dentro da referência, deixar de procurar o médico para que ele interprete os seus exames.

Além disso, eles devem ser apenas um COMPLEMENTO ao exame clínico e exame físico do profissional da saúde. Temos que examinar, botar a mão no paciente, palpar, tocar, auscultar, etc…Devemos tratar o INDIVÍDUO, e não o “PAPEL”! Claro que os exames devem ser solicitados sempre que necessário, porém com o intuito de direcionar o raciocínio diagnóstico!

Enquanto não investirmos em prevenção e maior capacitação, infelizmente nada vai mudar.

Fonte: Dr. Domingos Mantelli (Ginecologista)