Dieta Keto

Sabe a diferença entre o remédio genérico e o remédio “de marca”?

Todas as dietas que pregam o baixo o carboidrato (LCHF- Low Carb High Fat) e o uso de ácidos graxos (ketones) como fonte de energia ao invés de glicose são chamadas de dietas cetogênicas.

Entre elas as mais famosas são: Dieta Atkins, Dieta Mediterrânea, Dieta South Beach e a Dieta Paleo ou Paleolítica (que reflete um estilo mais “limpo” de alimentação sem produtos químicos ou processados).

Com exceção da Dieta Paleolítica (Paleo) que pode ter baixo carboidrato (Keto/LCHF) ou não (dependendo do objetivo de quem segue), todas essas dietas tem algo em comum: baixos carboidratos, proteína média, alta gordura e a eliminação do açúcar.

A Dieta Paleo ou Paleolítica acrescenta ainda o estilo de alimentação sem produtos processados, sem aditivos ou hormônios e (em alguns casos), sem lactose.

Com exceção da Dieta Paleolítica a maioria dessas dietas tem variações da quantidade de carboidrato sugerido, tempo em diferentes “fases” da dieta e consumo maior ou menor de algum produto.

Elas são “de marca” — a “dieta cetogênica” é o nome genérico. A Dieta Paleo é um estilo de dieta “limpa” e pode ser cetogênica ou não.

Em inglês, dieta cetogênica se diz “ketogenic diet” ou “keto” (pronuncia-se como a capital do Peru: “Quito”).

Eu gosto de usar o nome “keto” porque conheci a dieta assim e me acostumei com o nome. Se você quiser chamar de outra coisa, fique a vontade. Minhas amigas chamam de “Dieta da Liliane” porque não perco a oportunidade de falar sobre isso!

As dietas cetogênicas são todas de alta gordura e baixo carboidrato  ou do inglês Low Carb High Fat  (LCHF ou Low Carb). As dietas cetogênicas (keto) pregam um constante estado de cetose (ketosis) onde o organismo usa a gordura ou os “corpos cetônicos ou ácidos graxos” (ketones) como fonte de energia ao invés da glicose (açúcar).

Cetose (ketosis) não deve ser confundida com a cetoacidose (cetoacidose diabética ou a cetoacidose alcoólica menos comum), que é a cetose grave que faz o pH do sangue cair abaixo de 7,2. Cetoacidose ocorre apenas em diabéticos. Cetose não é cetoacidose, não traz perigo para a saúde e é inclusive recomendada para pessoas com diabetes pois ajuda a controlar a insulina.

Na dieta Keto você fica em constante estado de cetose, sua insulina fica estável, o níveis de energia ficam constantes e você não estimula o vício do açúcar. Assim é muito mais fácil se manter afastado de alimentos com altos teores de carboidratos como macarrão, pão e doces em geral. Você perde a ansiedade pela próxima refeição que geralmente faz com que você coma demais.

Sem fome e sem “fissura” pelo açúcar, fica muito mais fácil controlar as porções e comer de forma saudável.

Se você mantiver a quantidade de calorias semelhante a sua manutenção você não perde peso. Muitos adeptos de uma dieta Keto/LCHF ou Paleo escolhem continuar em cetose mesmo depois de terem atingido o peso ideal porque descobriram que o açúcar e os carboidratos os fazem se sentir “inchados”, cansados, de mal humor e ansiosos.

No meu caso o excesso de carboidratos causa doença mesmo: muita dor nas juntas, inchaço no corpo, enxaqueca crônica e alto colesterol.

A única diferença da dieta keto estrita para as “de marca” é que você continua em cetose (ketosis) o tempo todo, não aumenta os carboidratos, não muda de fase ou de “menu”. Fica assim e se quiser, pelo resto da vida.

Os índios brasileiros, antes da chegada dos europeus, viviam a vida toda em cetose.

Existem estudos comprovando as vantagens das dietas cetogênicas para pessoas que querem perder peso mas também para quem tem doenças cardíacas, síndrome metabólica, diabetes e doenças auto imune (alergia, hipotireoidismo ou artrite).

A dieta cetogênica estrita (ketogenic diet) foi desenvolvida em 1920 para tratar crianças com epilepsia grave e que não podiam tomar medicação por causa da idade. Aos poucos também se descobriu que keto ajuda pessoas com outros problemas no cérebro como Alzheimer, Parkinson, enxaqueca, depressão e outros.

As pessoas que optam por uma dieta LCHF “de marca” e estão em busca de perder peso, depois que perdem, voltam a comer carboidrato e glúten e se ganham peso, restringem um pouco novamente para não engordar demais.

As pessoas que escolhem Keto ou Paleo – seja por saúde ou para perder peso — geralmente descobrem outras vantagens em ficar constantemente em cetose e decidem continuar com a dieta mesmo depois de terem atingido o peso desejado.

No meu caso, tenho uma doença auto-imune e se eu aumento o carboidrato para mais de 30 gramas por dia eu sinto os sintomas do reumatismo no dia seguinte e se eu passar de 50g eu fico doente uma semana inteira e tenho que tomar remédio! (Não tem bolo nesse mundo que valha 1 semana de saúde!)

Sendo assim, com o total apoio e acompanhamento de meus médicos, decidi que vou limitar o carboidrato para o resto da vida e acho muito bom!