Bacon, queijo e sexo

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Bacon, queijo e sexo

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Três informações esta semana abalaram minha existência. Uma triste: o bacon entrou para a lista demoníaca dos ingredientes que podem fazer mal à saúde. Uma surpreendente: eu nunca tinha ouvido falar de um ator britânico que tem tudo para ganhar um Oscar ano que vem. Uma impensável: numa compilação de pesquisas sobre sexo, verificou-se que um dos povos mais felizes e ativos do mundo é o… suíço.

O BACON

Tim Hayward, colunista de comida do “Financial Times”, foi brilhante defensor do bom senso ao escrever que “Todos os estudos sobre alimentação e saúde deveriam vir com a seguinte instrução: ‘Se você gosta de se preocupar, leia isso; se você procura um aconselhamento racional de como se alimentar, vá logo para o fim do texto, que quase sempre dirá que tudo consumido em moderação é OK’”.

Se você for um radical, pode acrescentar que 200 mil pessoas morrem anualmente em consequência da poluição do ar, em comparação a 34 mil de câncer relacionado com ingestão de carne processada.

Atores Mark Rylance e Tom Hanks em "Ponte dos Espiões" - Divulgação Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ela/bacon-queijo-sexo-17923870#ixzz3qjfAaNrM © 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Atores Mark Rylance e Tom Hanks em “Ponte dos Espiões” – Divulgação

O ATOR

Fui ver “Pontes dos espiões”, filme com roteiro dos irmãos Coen, direção de Spilberg e com Tom Hanks no papel principal, e saí apaixonada pelo ator que vive um agente russo nos Estados Unidos, durante a Guerra Fria. Apesar de miúdo, feioso e contido, em poucos minutos ele engole o resto do elenco.

Antes de ter tido tempo de investigar quem era o intérprete, no dia seguinte, comentei cedo com o editor de Esportes do GLOBO:

— Quero te mostrar o cara que vai ganhar um Oscar no ano que vem — disse, toda-toda, escancarando um i-Pad com a foto do ator.

— Ah, é o Rylance… O Thomas Cromwell do seriado “Wolf Hall”. Ele é incrível mesmo — respondeu um nonchalant Márvio.

Homessa. Márvio está certo. Mark Rylance, 55 anos, é tão somente o mais incensado ator de sua geração. Olivier Awards, Tony Awards e Bafta? Ganhou todos. Shakespeare no teatro? Foi Macbeth, Romeo, Henry V, Hamlet, Richard II, Cleópatra e a condessa Olivia. Detalhe: recebeu um Tony pela composição de Olívia.

Queijo suíço - Divulgação

Queijo suíço – Divulgação

O QUEIJO E O SEXO

No Céu, diz a piada, os mecânicos são alemães; os cozinheiros, franceses; os policiais, ingleses; os banqueiros, suíços; e os amantes, italianos. No Inferno, os cozinheiros são ingleses; os policiais, alemães; os banqueiros, italianos; os mecânicos, franceses; e os amantes, suíços. Não mais. Segundo um apanhado de pesquisas sobre sexo feitas nos últimos anos, a Suíça desponta sempre na pole position, seja em frequência, satisfação, iniciativa e admiração pelo parceiro (a), entre outros quesitos. Um estudo com 26 mil pessoas de 24 países mostra a Suíça em primeiro lugar, seguida de Espanha, Itália, Brasil, Grécia, Holanda, México, Índia, Austrália, Nigéria, Alemanha e China.

Antes que alguém argumente que ótimas condições socioeconômicas são a resposta para este ranking, vale lembrar que Estados Unidos, Japão e Grã-Bretanha não estão entre os 12 mais contentes sexualmente. E se pensarmos culturalmente, como explicar a ausência da França?

Alguns defendem que a satisfação suíça tem a ver com uma conjuntura: educação sexual nas escolas, menos estresse que em outros países, bordéis licenciados, segurança financeira, leniência com a pornografia e qualidade de vida de um modo geral.

Minha teoria: a vantagem suíça é por causa do queijo. É uma questão de lógica: quem gosta de queijo gosta de sexo; quem está acostumado com queijo muito bom deve gostar muito de sexo. E tenho dito.